quarta-feira, 15 de junho de 2011

só mais uma

Nos encontramos na casa de um amigo que não via há algum tempo. Chegando lá fui inicialmente recepcionado pelo latido dos cachorros que nem cheguei a ver, pois foram trancados no quarto. Na sala, dois jogando videogame, dois à toa. Cumprimentei-os e me sentei à mesa. O videogame parecia que era uma coisa passageira, mas logo percebi anlguns traços característicos dos viciados. Quando dei por mim, estava aguardando, simplesmente esperando acabar a veneração frente àquela enorme televisão de Lcd. O tempo foi passando e nada mudou, a não ser o insignificante fato de que um dos que jogava ter ido embora, enquanto outro que estava à toa tomava seu lugar. Ficamos eu e o outro amigo deslocado a esperar. Ele tomava cerveja, eu, conhaque e mate, minha garganta não me permitira o gelado naquela noite. Algumas poucas horas passaram ao som de tiros e cheiro de cachorro, quando finalmente decidimos, eu e meu outro amigo deslocado, ir embora. A despedida apressada, típica de quem está ocupado com algo realmente importante, mesmo sem estar, conclui minha visita ao saudoso amigo. Andamos de volta para nossos destinos, eu e o amigo anteriormente deslocado, pelas ruas frias e desertas de copacabana. Eu, que não moro mais na cidade, tive então o que valeu a pena na noite. Redescobri que a cidade é meu vício, e que diferente do jogo de videogame, nunca deixa ninguém de fora.

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